quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Negócios em Movimento: ILIMITAT vai atuar no iGaming, um mercado em expansão.

O timming não poderia ser melhor: no sábado, dia 31 de Julho, está nas bancas a Veja São Paulo (edição de 04 de Agosto), contando a nova febre entre os paulistanos, que já era notável nas conversas entre amigos e nos movimentos em mídia, não só na capital paulista. Na segunda-feira, 02 de Agosto, a ILIMITAT fecha, em um almoço, por um ano, a coordenação do Marketing de um site de iGaming que agora chega ao Brasil!

É isso aí: seremos responsáveis pelo plano de Marketing, lançamento e ações de ativação do mais novo site de pôquer e apostas online que decide focar o mercado brasileiro. Depois da chegada em peso dos líderes mundiais do segmento de iGaming (Poker Stars, Full Tilt Poker, Sportingbet) no mercado brasileiro, com embaixadores e eventos locais, chegam novos concorrentes em um mercado em franca expansão.

No mundo, o negócio do pôquer online faturou, em 2009, 4.8 bilhões de dólares. Só os Estados Unidos movimentam 300 bilhões de dólares em apostas em um ano, com mais ou menos 2,5 milhões de jogadores online. (dados da H2 Gambling Capital, publicada na Folha.com). No segmento de apostas (diversas, em esporte e jogos de cassino), dentro de um mercado de 300 bilhões de dólares ano passado, a modalidade online ainda é insignificante, gerando receitas de "apenas" 300 milhões de dólares. Entretanto, o ritmo de crescimento médio do segmento online é, desde 2003, de 23% a.a.

Nesse mercado em intenso movimento, cada vez mais, os operadores buscam os novos mercados: Na Índia, estima-se um mercado de jogos online de 5 bilhões de dólares (representando 12% de um mercado total de apostas de 40 bilhões). Na China, já se contabilizam 100 milhões de jogadores online. No Brasil já são 1.6 milhões de jogadores online de pôquer, num universo estimado em 2 milhões de praticantes.

Recentemente, alguns movimentos em termos de regulamentação e de reconhecimento do caráter esportivo das atividades de iGaming, cada vez mais, vêm credenciando esta atividade dentro do segmento do entretenimento online. Cito algumas:

  • Reconhecimento pela International Mind Games Association (IMSA) de que o pôquer, na sua modalidade mais popular, o Texas Hold'em, é um Esporte da Mente e entra no seleto grupo que já tem o Xadrez, Damas, Gamão e Bridge como Mind Games. Essa foi a primeira grande vitória da IPF (Federação Internacional de Poker)
  • Regulamentação pelo pelo Estado Francês do mercado de apostas esportivas online em Abril último, abrindo um mercado de quase 10 bilhões de euros, estimativa de 2009.
  • Na China, regulamentação da publicidade ligada a jogos online, proibindo a ligação com sexo, mas de forma alguma proibindo a comunicação dos operadores com os jogadores.

Por tudo isso, para esta primeira fase de entrada no mercado brasileiro, com a saída do segmento de um "gueto mercadológico", nosso cliente pediu o foco na divulgação do pôquer como esporte, sadio e responsavelmente praticado. A modalidade ganha cada vez mais a grande mídia e atinge um público consciente e que busca formas novas de entretenimento, reflexo natural do aumento da renda e crescimento econômico brasileiros.

Aceitamos o desafio pois um projeto de negócio que envolve marketing online e marketing esportivo é sensacional para agregar à nossa carteira de clientes. Um mercado em crescimento frenético tem-se apoiado na revolução das ferramentas de meios de pagamento online, redes sociais e comércio eletrônico. Tudo isso nos interessa muito: estudar, aprender, operar e colher resultados. Estamos muito animados com esse projeto e novo cliente (em breve divulgaremos o nome), iniciando a fase de planejamento. Comunicaremos aqui, e no Twitter da ILIMITAT, as novidades e ações.

ALL IN!

terça-feira, 13 de julho de 2010

Negócios em Movimento: Estúdio Trilho

O desafio que os sócios do Estúdio Trilho me colocaram era o seguinte: em um projeto de um mês, dar ordem ao planejamento e processo comercial de um estúdio de design de São Paulo com uns nove meses de atividade.

Já nas conversas preliminares com os clientes e na reunião de kick-off do projeto identificamos um cenário era de uma certa confusão sobre os pacotes de produtos e serviços do Estúdio. Apesar dos três sócios serem profissionais com robusto background no ramo das artes gráficas, editoração e produção gráfica, não havia um portfolio de serviços organizado de forma simples para facilitar que o mercado identificasse mais facilmente a proposta de valor do negócio. Se oferecia o famoso "fazemos tudo" mas essa abordagem comercial pode causar ruidos e dois graves problemas: clientes não rentáveis ou clientes insatisfeitos.

O cronograma do projeto focou 50% de seu time sheet na fase de Diagnóstico e Análise mercadológica. A partir de um input de serviços e produtos por parte do cliente, utilizando a metodologia de Business Canvas, foi organizado o painel de elementos do modelo de negócio do Estúdio: Segmento de Clientes, Canais, Relação com Clientes, Proposta de Valor (produtos e serviços); Fluxos de Receitas; Recursos Chave; Atividades Chave; Parceiros Chave e Fluxos de Custo. A proposta não era fazer contas mas foram montados painéis (geral e por segmento de negócio) para dar o caminho para posteriormente os clientes refinarem seu business plan e definirem os modelos econômicos-comerciais por segmento.

A etapa seguinte foi validar cada Business Canvas por relevância de mercado. Utilizamos a ferramenta de Google AdWords e Google Insights para levantar relevância de cada proposta de valor frente ao mercado e ao mesmo tempo definir um quadro básico de concorrência. Essa análise refinou e acabou por modificar a Proposta de Valor inicial que tínhamos. Além disto, permitiu uma análise SWOT para cada serviço oferecido dentro do portfólio comercial. Fechamos a fase de diagnóstico definindo Missão e Visão, simples e diretas para o Estúdio Trilho. Elementos essenciais para a montagem de uma comunicação comercial com o mercado.

Com a parte de dá apoio à vendas definidos (Análise Mercadológica, Missão, Visão e Proposta de Valor) iniciamos na terceira semana a implementação da ferramenta de CRM que irá ser a plataforma de sistematização do processo comercial do cliente. Optamos por usar a plataforma cloud computing ZOHO CRM por acomodar todos os pontos básicos do processo de vendas B2B necessários e ter uma edição grátis que atende o projeto. Foram implementadas algumas personalizações de comandos e campos para adaptação máxima à necessidade do cliente.

Além da ferramenta, tratamos dos processos: as etapas de captação de leads e qualificação de oportunidades foram adaptadas para a realidade do Estudio Trilho e propostas de parâmetros/metas mensuráveis de acompanhamento do processo comercial foram estabelecidas tanto para a função de Assistente Comercial quanto para o Gerente Comercial. Um questionário de análise Win-Loss foi proposto e sugerido ser a primeira campanha de Marketing B2B perene do Estúdio Trilho.

O resultado foi muito interessante. Em um segmento que não há uma atividade comercial muito ativa e estruturada, principalmente no porte que hoje se encontra o cliente, conseguimos encontrar um posicionamento e um caminho comercial claro a ser, com o perdão do trocadilho, trilhado.

Você que acompanhou no Twitter da ILIMITAT viu o dia-a-dia desse projeto e compartilharemos sempre nossas experiências aqui.

Agradeço ao Alexandre, Júnior e Ayala, sócios do Estudio Trilho e clientes que confiaram na Proposta de Movimento da ILIMITAT. Foi um mês de muito trabalho, risadas e Copa do Mundo que ninguém consegue ficar alheio pois.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Depois do Social Commerce, o Social Business.

Pois bem, Feliz Ano Novo! Faz tanto tempo que não posto aqui no blog que os votos são pertinentes. Mas ontem uma novidade totalmente relacionada com o conceito deste blog suscitou essas linhas a seguir.

A ILIMITAT é usuária e recomenda o Salesforce, solução de CRM que lançou o conceito de Cloud Computing há uma década atrás. Também acreditamos nas ferramentas de tecnologia que suportam as estrutura de redes sociais como forma de comunicação efetiva e customer service no que sintetizamos no conceito de Social Commerce (termo que li primeiro no Groundswell de Josh Bernoff and Charlene Li).

Pois ontem Marc Benioff, CEO e Chairman da Salesforce.com, em um evento em NY - acompanhado por este que vos escreve via internet ao vivo - lançou uma plataforma que juntou esses dois mundos: O Chatter - Colaboration Cloud.

Para posicionar o lançamento, Benioff sentenciou que a #Cloud1, na qual o Google, Amazon e o próprio Salesforce estavam inseridos, agora é suplantada pela pelo conceito da #Cloud2. Nesta nova nuvem (como todas, passageira) os conceitos que prevalecem é o de rede social, colaboração e tempo real. Os benchmarkings de Benioff e da Salesforce para o Chatter são: Facebook, Youtube e Twitter.

Segundo informou o cristão, através do Chatter ele consegue do seu iPhone controlar sua empresa de um bilhão de dólares em tempo real. Exagero? Sim. Incorreto? Não.

O interessante do Chatter é que, diferente de coisas como Google Wave e Google Chrome, por ser diretamente aplicado na condução do negócio (Sales, Marketing, Customer Services, Project Management) ele torna os conceitos efetivos e práticos. Se faltou foco e relevância às duas ferramentas da Google que não pegaram, não faltou propósito para o Chatter da Salesforce. E isso faz toda a diferença pois é tudo a mesma coisa: ferramentas que ajudam a conexão de redes sociais com propósitos específicos.

Os potenciais de desenvolvimento da plataforma #Cloud2 da Salesforce e as funcionalidades do Chatter, permitirão integração em tempo real de áreas e competências das empresas que podem gerar ganhos de produtividade. E mais, já nasce mobile e com integração com os clientes via Twitter e Facebook o que leva o Customer Service a outro patamar de controle e efetividade.

Durante a apresentação, a certa altura tuitei o seguinte:


Visualizei ganhos operacionais nos processos conhecidos de agências de publicidade no Brasil, com reduções de custo nos seguintes vetores:

  • Infra-estrutura: obsolescência de sistemas legados de gestão de jobs como AD System,
  • Head-count: supressão do famigerado "tráfego"entre atendimento e criação
  • Atendimento e Customer Service: possibilidade de integração do cliente na rede social que o atende na agência.
Além disso, integrará mais facilmente a área de Criação e Produção na resolução dos problemas de Customer Service das agências pois a plataforma é permeável e transparente.

Minutos depois, na fase de depoimentos de clientes Salesforce que estavam integrados na fase beta do Chatter há seis semanas, o primeiro a falar foi o Gerente de Operações da Saatchi&Saatchi NY e vaticinou que o Chatter "creates organizational conscience" na agência. Bingo! Eu que sou engenheiro e já trabalhei em agência de publicidade nunca entendi certos paradigmas da gestão operacional deste tipo de empresa. A plataforma Salesforce-Chatter pode ser um bom motivo para catalisar mudanças.

Não será grátis, esse não é o modelo de negócio ao Benioff, mas que bom que o modelo de Social Business chegou e as tendências começam a se depurar com um foco na efetiva aplicação dos conceitos em prol de uma maior produtividade.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

formspring.me

A ILIMITAT vai usar o FORMSPRING.ME?

Sim. Vamos experimentar o formspring.me como canal público de perguntas e respostas para os clientes e "visitadores" do blog da ILIMITAT. Parece-me interessante pois permite a integração com as plataformas de comunicação que já utilizamos, agregando novas utilidades ao Blogger (www.ilimitat.blogspot.com) e Twitter (www.twitter.com/ilimitat).

Q&A |Canal de perguntas e respostas da ILIMITAT. Qual a sua pergunta?


Atualização às 13:57

Para facilitar o envio de perguntas via Formspring.me incluimos na barra lateral à direita um box/widget em que você pode escrever sua pergunta e enviá-la de maneira muito simples daqui mesmo do blog. As perguntas respondidas serão publicadas em post como esse e uma mensagem será postada no Twitter da ILIMITAT.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Obrigado ao Caboclo Guaracy pelo TEDxSP alcançado.

Não é por nada que o título do post é o acima. Até sexta-feira, 13, às 17:00 eu não tinha credencial para o TEDxSP que se realizaria no dia seguinte. Minha inscrição, enviada logo no início, não havia sido selecionada. Nada grave. Até porque sei que muita gente teve que insistir com várias inscrições ter a 'bêncão' do convite. Mas estava no The Hub, como toda sexta o faço para fechar minha semana de visitas aos clientes, e ganhei a credencial em um sorteio entre os que estavam no Hub Café com TEDxSP que credenciava ali seus inscritos.

Muito bem! Minha sexta-feira 13 não havia sido em vão. E de uma hora para outra tive que mudar minha programação para com muito gosto passar o dia ouvindo ao redor de 30 pessoas falando sobre "o que que o Brasil tem a oferecer ao mundo agora", tema do nosso 1o TED Tupi.

Confesso que fui com baixas expectativas. Pois tinha receio que o discurso ficasse muito no plano das idéias, falando de sexo dos anjos, terceiro setor e por ai. Mas já no primeiro bloco de TALKS (não gosto de termos em inglês mas acho que explica melhor o formato que "palestra") fui surpreendido e entre altos e baixos o evento superou minhas expectativas em suas mais de 12 horas.

Mas vamos começar pelo final pois assim fica mais fácil chegar ao ponto deste TEDxSP para mim e para a ILIMITAT.

No penúltimo TALK, de João Paulo Cavalcanti da trendy empresa de pesquisa de mercado BOX1824, escutamos a provocação: "Qual é o nosso propósito como país"? A elaboração da resposta partiu de um suposto discutível já no momento em que, ao definir o papel de cada um dos RICS (afinal o B ainda não sabe), a Rússia foi colocada como 2a ideologia o que não é verdade desde um evento que fez 20 anos semana passada, dia 11. Se quiser saber mais desse evento veja aqui ele acontecendo em "flashback-real". O
raciocínio do JPC não me convenceu, mas o caminho que ele propôs para chegar à resposta é o correto: COLABORAÇÃO.

E vamos então, através deste caminho, tentar achar uma linha comum entre tudo que foi dito naquele teatro, num sábado qualquer:

Voltando ao clima "religioso" do título do post, o TEDxSP foi o "batismo" para muita gente que precisava ter uma inspiração, uma luz quiçá. Como a platéia era mormente até mais jovem que eu, vi pelos comentários no Twitter que foi na linha da catequese mesmo que muitos saíram daquele sábado*. Para mim crisma: uma confirmação de que ninguém ali naquela platéia ou no palco tem legitimidade para responder à questão proposta pelo JPC: "Qual é o nosso propósito como país"?

Sorria! Nós somos a periferia do nosso país e ao longo do dia tivemos várias provas disso. Vide os TALKS do Ronaldo Lemos da Creative Commons Brasil e da Regina Casé que dispensa apresentação. Por uma questão simples de matemática e informação, os que estavam ali naquela platéia são minoria e "estão por fora" da verdadeira realidade e potencialidade que este país dispõe para oferecer ao mundo. O que o Brasil se proporá a fazer/ser ou oferecerá ao mundo, o que não é necessariamente a mesma coisa, será decido por pessoas que hoje escutam e fazem a indústria do tecnobrega em Belém do Pará por exemplo ou que consomem os fitoterápicos a preços populares produzidos pelo programa Farmácia Viva apresentado pela cearense Francisca Cavalcante.


E qual o nosso humilde papel nisso? COLABORAÇÃO!

Temos que desenvolver ferramentas como o Many Eyes e o www.votenaweb.com.br. Montar estruturas empresariais e sociais que tenham os mecanismos e recursos para desenvolver projetos tão distintos como o Grupo Santander Brasil do Fábio Barbosa quanto o Nós do Morro do Guti Fraga. Temos que oferecer soluções criativas como a de fazer água a partir da humidade do ar da HNF Water, as paredes de Lego do Valério Dorneles da Tecno Logys e a despoluição de águas por casca de banana apresentada pela Milena Boniolo. Mas tudo com o foco de colaborar para que o verdadeiro Brasil - não aquele que estava ali no TEDxSP - tenha condições de decidir o que quer ser e o que vai oferecer ao mundo. Se conseguirmos isso tenho certeza que fizemos nossa parte.

O exercício agora é mais ou menos de 95% da ciência pura: vamos desenvolver ferramental e base para que outros venham e descubram as respostas.

Mas para fazer tudo isso, não podemos fazer de qualquer jeito. Temos que partir de pontos que foram abordados ali no último sábado (e quem falou deles): entender e simplificar os problemas nacionais para ter clareza em como colaborar (Dênis Burgierman) através de redes sociais distribuídas e que sejam inclusivas (Augusto de Franco). Sempre com uma visão just-in-time da educação e da informação para maior eficiência do processo (Silvio Meira - para mim a Top TALK).

Fico contente que tudo isso que acabei de escrever esteja presente no genoma da ILIMITAT. Hoje damos a pequenas empresas ferramentas comerciais e de negócio para competirem no mercado nacional. Com projetos como o VAREJO.ORG em breve vamos colaborar com as pessoas diretamente, àquelas que estão nas lan houses. O TEDxSP serviu muito para isso, para confirmar que temos que nos movimentar, no sentido que nos propusemos desde o início, agora com mais velocidade. Vamos buscar parceiros e recursos para oferecer isso ao Brasil. Depois o Brasil decide o que vai oferecer para o mundo.

PS1: Especial referência aos TALKs do Carlos Buby e do Sandro de Souza que mostram que este país não tem que exercitar o complexo de vira-latas. Não é por falta de raíz ou por falta de tecnologia que fracassaremos.

PS2: Há muitas referências aqui neste post e os links direcionam para material disponível hoje. A medida que os TALKS começarem a estar disponíveis no site do TEDxSP vou atualizando os links para que vocês vejam sobre o que escrevo.

PS3: Mais sobre a ILIMITAT no TEDxSP em nosso timeline do Twitter

PS4: O método Woody Allen de organização mental para redação de roteiros/textos funciona! Escrevi esse post em 1h. Um recorde para mim.

*Catequese? Sábado? Fugi de muitas para jogar futebol com 11 anos de idade.


Atualização em 08/12/09
Hoje saiu no site do TEDxSP a TED Talk da Fenanda Viégas apresentando o Many Eyes, ferramenta de visualização de informações. Para mim a melhor ferramenta apresentada no TEDxSP com um potencial de geração de inteligência analítica para negócios muito interessante. E mais: acessível pela internet para qualquer pessoa poder usá-lo gratuitamente.

Recentemente o Estado de São Paulo utilizou a ferramenta em um de seus blogs gerando todos os infográficos sobre criminalidade na plataforme. Veja a matéria aqui.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

"dedicação total pra fazer você feliz, só no ponto tem."

Quem está ligado nos movimentos de mercado já sabe que esta manhã foi anunciado um Fato muito Relevante para o varejo nacional: A associação da líder do mercado de varejo de eletro-eletônicos, as Casas Bahia com o Ponto Frio, por movimento capitaneado pela CBD (Grupo Pão de Açúcar) através de sua subsidiária Globex Utilidades.

Complicado? Noves-fora é isso: O Grupo Pão de Açúcar "compra" a operação de varejo das Casas Bahia, faz a fusão operacional com o Ponto Frio e torna-se o maior varejista brasileiro com mais de 1800 lojas e faturamento acima dos 40 bilhões de reais. Desses, 18 bilhões e 1015 lojas serão dedicadas exclusivamente ao varejo de bens duráveis (Nova Casas Bahia+PontoFrio+ExtraEletro). Torna-se o maior empregador privado nacional. Sem contar que nasce um gigante do comércio eletrônico, a Nova Pontocom* para competir com B2W (Americanas.com+Submarino)

Em uma rápida análise dos resultados dessa fusão operacional - se confirmada por acionistas e validada pelos órgãos anti-truste nacionais - tiro algumas conclusões:

i. O Grupo Pão de Açúcar consolida-se como o maior player de varejo brasileiro todos-segmentos e estabelece definitivamente a barreira de entrada, principalmente no setor de bens duráveis (eletro-eletônico e móveis), para qualquer ambição externa de chegar no nosso hoje cobiçadíssimo mercado interno. De desafio para este grupo, apenas a consolidação no Norte-e-Nordeste brasileiros ainda muito na mão de redes regionais como Insinuante/NE e Yamada/N.

ii. A Globex (que juntará a Nova Casas Bahia, Ponto Frio e Extra Eletro) terá a escala para brigar por qualquer mercado na América Latina e seu caminho deve ser rapidamente o estabelecimento de operações em mercados como México, Chile e Argentina que hoje tem seus players locais muito debillitados pelo efeito da crise "além-mar-e-terra". Deve ser o caminho natural para o crescimento. Acho que não mais ouvirermos arroubos de mexicanos e chilenos querendo entrar em nosso mercado (vide Elektra, Coppel, entre outros). Agora eles terão que se defender.

iii. Os antigos controladores das Casas Bahia ficarão com assento no Conselho de Administração da nova empresa, serão responsáveis pela Direção da Operação resultante e também serão os maiores "senhorios" do varejo nacional alugando os imóveis próprios para a Globex assim como o maior fornecedor de móveis para o grupo através dos Móveis Bartira que será exclusivo do grupo.

Destes três pontos, vejo impactos basicamente sobre setores que deverão ser atingidos em curto prazo:

a) Óbvio: toda cadeia de produção e fornecedores de eletro-eletrônico terá que se adaptar a esta nova realidade de negociação.

b) A indústria moveleira, hoje muito pulverizada em médios fabricantes, terá o maior impacto negativo pois se já tinham dificuldade de entrar nas Casas Bahia que tinha sua própria fábrica perdeu o vice-líder como principal parceiro comercial. Vislumbro que a saída possível para estas empresas é mudar o padrão de produtos e inovar na busca de mercados externos.

c) Bancos e Crédito Direto ao Consumidor. Ainda ninguém comentou mas tem um aspecto interessante nesta fusão, o Bradesco tem hoje a Carteira de Crédito das Casas Bahia e o Itaú-Unibanco a carteira do Ponto Frio. Como ficará isso? Acho que nem eles sabem ainda pois o desdobramento vai impactar sobremaneira os negócios financeiros dos dois maiores grupos financeiros que brigam pela liderança nacional no setor de bancos privados.

Se será bom ou não para o consumidor o tempo dirá. Ainda é cedo para avaliar e dependerá dos outros players (WalMart, Carrefour, B2W, etc). Só sei que este movimento mostra que o mercado brasileiro está em um ritmo de profissionalização impressionante e que as Casas Bahia foi inteligentíssima no processo de abertura de capital que era inevitável para crescer pois foi atrás de quem já conhecia do riscado, o Grupo Pão de Açúcar. E que o mercado interno brasileiro é sim a menina dos olhos do momento, que o diga o grupo francês Cassino.

A ILIMITAT reconhece este novo movimento de mercado como sinal de que seus clientes, pequenas e médias empresas, devem buscar esta profissionalização em ritmo acelerado. Auxiliamos com o estabelecimento de estratégias e metodologias comerciais compatíveis com estes novos requisitos de negócio para o mercado interno ou na abertura de novos mercados.

NOTA: o título desse post é de autoria do meu amigo Jaime Agostini, o maior redator de varejo que conheço. Apesar de baixinho. 'Marrento', já passou dos mil cartelados há muito tempo e fica a homenagem.

PIADINHA: Paul Krugman diria o bordão do Zagallo no Globo Esporte? "Aí sim fomos surpreendidos novamente" dois dias depois de falar que o Brasil é a bolha do momento? Sobre isso falaremos depois. Mas que gostaria de perguntar se ele tem CBD na carteira que ele disse que ia vender ah eu gostaria!

* Quem criou esse nome? Muito ruim! Traz todo o passado de bolha pontocom da década de 90. Jaime e eu poderíamos fazer melhor! Nível "Cielo", por sinal, arrisca ser a mesma pessoa.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O Brasil-sil-sil no 2009 Google Zeitgeist

O Google ontem, terça-feira, primeiro dia do mês de Dezembro do ano do senhor de dois mil e nove, divulgou o Zeitgeist 2009. Esta germana palavra resume, segundo a Wikipedia em português, o estado ou o que foi mais importante cultural ou intelectualmente no período. E nada mais 'emblemático' em nosso tempo que fazer esta análise em cima dos termos mais buscados no algoritmo de busca mais popular do mundo.

Mais 'emblemático' ainda do nosso tempo é eu ter tido contato com o material antes pelo Twitter do @moreno, antes mesmo do próprio twitter oficial do @google. E sigo ambos.

Ao ler o material fixei-me em aspectos diretamente ligados ao nosso país e o que o 2009 Google Zeitgeist diz que aconteceu em nosso país e tendências que podemos inferir a partir dele em uma análise muito pessoal que chamarei de "Movimentos"

Primeiramente vamos analisar o que, dentro da visão global, nos diz respeito diretamente. Sim, dentre os termos mais buscados globalmente temos três termos brazucas listados em duas categorias diferentes:

Fastest Rising / Emergentes (Global):
10. torpedo grátis

Fastest Rising / Emergentes - Food & Drink / Alimentos e Bebidas (Global):
1. acai berry
8. habibs delivery

Movimento Global: Açaí, fruta típica da Amazônia, com produção ainda muito artesanal nos Estados do Amazonas e Pará, foi o item de Alimentos e Bebidas que teve o crescimento de buscas mais rápido em todo globo. Pena, muita pena que não foi por mérito nosso. Foi uma empresa norte-americana, no sentido mais puro do palavra - de empreendedorismo - pois eram dois irmãos que provaram no Rio e decidiram bancar o desafio. A história da Sambazon você vê aqui em matéria do Mundo S/A da Globonews. Esse caso demonstra que quando se fala em preservar nossa riqueza natural e encontrar modelos agro-florestais sustentáveis de exploração não é uma quimera. É economicamente, mais do que viável. É lucrativo. Enquanto a pauta de nosso desenvolvimento não passar também por ai vamos continuar sendo pior do que os outros pois estaremos fazendo o mesmo. E com anos de atraso.

Movimento Local: Temos dois outros pontos listados nos top 10 do Zeitgeist do Google que coloco no mesmo balaio: Torpedo Grátis (uma empresa pontocom tupiniquim que disponibiliza envio de mensagem por SMS grátis através da internet para as principais operadoras) e Habib's Delivery (a maior rede de fast food brasileira, criada por empresários de origem portuguesa que vende comida árabe a módicos preços). Mesmo balaio? Sim: Ambos negócios são retrato do fenônemo da nova classe média brasileira! Quem até pouco tempo atrás estava à margem da sociedade de consumo, hoje tem celular na mão e se comunica por SMS (87,6 celulares para cada 100 brasileiros, dados divulgados pela Anatel em Novembro); está cada vez mais acessando a internet para buscar serviços, e de preferência grátis; e está disposto a gastar em supérfluos ( desde que o preço seja acessível) vide comida delivery, até pouco tempo coisa impensável.

Cravando, sem medo, algumas linhas-mestres de estratégia: para fora, para o mercado externo, busque se diferenciar com produtos e soluções tipicamente brasileiras, novas e criativas com foco na sustentabilidade e orgânico. Para o mercado interno acesse este novo mercado - o da classe C,D, E - que fez com que passássemos sobejamente bem pela maior crise desde os 30. Muita gente está vendo isso. Pena que não somos nós.


segunda-feira, 23 de novembro de 2009

PITCH: Arremesse seu negócio para um investidor.

Quarta-feira passada, dentro da Semana Global de Empreendedorismo|Brasil houve uma série de eventos aqui no The Hub São Paulo. Um deles - do qual participei - foi uma oficina conduzida pelo Gilberto Alves Jr. da StartUp Amanaiê.
O tema era: "Pitch – o que é e como fazer”
O que motivou-me a participar desta oficina foi o fato de Gilberto ter sido um dos avaliadores do pitch VAREJO.ORG quando da primeira edição do StartUp Lab promovido pelo The Hub São Paulo e Artemísia em Junho deste ano. Sem vergonha de admitir, na ocasião a avaliação dele não foi boa e queria entender melhor as críticas, a partir de uma referência concreta do que ele considera um bom pitch.

A oficina foi muito interessante pois permitiu contextualizar o que hoje acredito ser o mais importante em uma fala objetiva, um pitch, para um investidor: o foco deve ser no retorno do capital investido e VALOR é a palavra-chave! E o valor não está nas idéias e sim em FATOS! Um investidor quer ouvir fatos.

Este e os principais tópicos abordados na oficina estão no Twitter da @ILIMITAT. Basta buscar na hashtag #OFICINAPITCH.

Fazendo uma autocrítica sobre o roteiro pitch do projeto VAREJO.ORG vejo que foi aí que ele pecou. Focava apenas na idéia, no conceito. O que pode ser interessante para um pitch de uma campanha publicitária ou de um insight de planejamento de comunicação, para um investidor é tempo perdido. O projeto não estava - e ainda não está amadurecido o suficiente - para um pitch a um investidor. É preciso montar o plano de negócios do Varejo.org, com fatos explícitos em números. Estamos caminhando para isso e hoje vejo o quão importante foi expor o projeto lá atrás e estar aberto às críticas.

Independente de qual seja o público para o seu pitch, seu arremesso - se for um investidor ou um cliente - uma coisa é clara: é a oportunidade de uma fala para fechar um negócio!

Um dos primeiros posts no blog da ILIMITAT foi sobre Sir Richard Branson e lá falamos sobre sua PitchTV. Inicitaivas como essas do presidente da Virgin ou do StarUp Lab - The Hub|Artemisia, que já se encontra na segunda edição, são importantes para o empreendedor sair da zona de conforto. Como se isso pudesse existir para um empreendedor.

A ILIMITAT com suas ferramentas e metodologias entrega a seus clientes elementos, fatos concretos, para ajudar na montagem de seu plano de negócio ou operação comercial. Sabemos o quanto isso importante pois também somos empreendedores e temos as mesmas necessidades.


Atualizado em Dez/01-2009 (17:46)
O link para a hashtag #OFICINAPITCH no Twitter não está mostrando toda a timeline do evento. Coloco aqui todos os tweets enviados da oficina:

  1. E terminou a #oficinapitch @hubsaopaulo. Obrigado ao @gilbertojrda @amanaie. Depois, +no blog da #ilimitat:http://ilimitat.blogspot.com
  2. O 'Pitch ideal' é falado no IMPROVISO. É muito estudado mas falado com a naturalidade do improviso. #oficinapitch@hubsaopaulo
  3. REGRA 10-20-30: 10 slides (1 conceito por slide), 20 minutos (ou-), fonte maior= a 30 (fácil visualização) #oficinapitch@hubsaopaulo
  4. É importante mostrar ao investidor como e em que condições ele vai sair do negócio. Pois ele vai sair! #oficinapitch @hubsaopaulo
  5. E ao apresentar, demonstrar SEGURANÇA e para cada um dos elementos apresentar todos os RISCOS inerentes. #oficinapitch@hubsaopaulo
  6. Elementos PITCH: Necessidade, Solução, Mercado, Receita, Custo, Retorno, Projeções/Tendências, Modelo de negócio#oficinapitch @hubsaopaulo
  7. O trabalho investido em uma idéia gera o VALOR e o business plan quantifica isso. #oficinapitch @hubsaopaulo
  8. E o VALOR não está nas idéias e sim em FATOS! Um investidor quer ouvir FATOS. #oficinapitch @hubsaopaulo
  9. Quando em um pitch para um investidor, o foco deve ser no retorno do capital investido. VALOR é a palavra-chave!#oficinapitch @hubsaopaulo
  10. "Pitch" é uma fala para fechar um negócio! #oficinapitch@hubsaopaulo
  11. Link para o Twitcam também Live stream on:http://www.twitcam.com/5zx3 #oficinapitch @hubsaopaulo
  12. Vai começar! Live stream on: http://www.ustream.tv/mybro...#oficinapitch @hubsaopaulo
  13. Alguns tweets de lá e depois mais no blog da #ilimitat #oficinapitch@hubsaopaulo
  14. Pitch? Arremesso? É tb oportunidade de uma 'fala objetiva', tempo reduzido, para apresentar idéia a um investidor #oficinapitch@hubsaopaulo
  15. Logo+, na Sem. Global de Empreendedorismo|BR @hubsaopaulo, acontece a Oficina de Pitch com Gilberto Alves Jr| Amanaiêhttp://bit.ly/2aTpR4