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quarta-feira, 24 de junho de 2009

Varejo.org @ STARTUP LAB

Hoje (ontem, terça) a ILIMITAT apresentou uma proposta de negócio no START-UP LAB promovido pelo The Hub e pela Artemisia. Em um pitch (fala objetiva) de 5 minutos foi apresentada a idéia para oito avaliadores em duas sessões. Estes avaliadores deram suas opiniões sobre a proposta e apresentação.

O VAREJO.ORG é um dos modelos de negócios sobre plataforma de Social Commerce que a ILIMITAT está desenvolvendo. Nosso intuito em participar do START-UP LAB é testar a idéia e iniciar o posicionamento da empresa como referência neste tipo de estratégia comercial no mercado.

Abaixo coloco o roteiro original do pitch - com meus grifos e até com as piadinhas que previa mas que por força do tempo exíguo não houve muito espaço. Aqui o link para o folder entregue aos avaliadores. No Twitter @ilimitat postei online os comentários dos avaliadores.

Críticas, sugestões, idéias de parcerias são bem-vindas. A evolução do conceito, as respostas às questões colocadas pelos avaliadores e construção do modelo detalhado do negócio será compartilhada passo-a-passo aqui no blog, que será nossa ferramenta principal na comunicação com potenciais stakeholders que se interessem na proposta e uma forma que nossos clientes conheçam mais nosso posicionamento e metodologia.




VAREJO.ORG
HUB|ARTEMISIA START-UP LAB
Roteiro Pitch 5 min

Batendo papo com um dono de uam grande agência de publicidade (que já foi um grande cliente de VAREJO), este reclamou: “sabe o que estraga a agência? O cliente!”. No comentário irônico dele a visão crítica de que a dinâmica do negócio da agência as vezes não casa com a dinâmica do negócio do cliente. Um fato.

Uma agência de publicidade virtual veio à cabeça. Um ambiente em que as peças estivessem disponíveis para os clientes, que selecionariam suas campanhas, incluiriam seus logos, produtos, colocariam os preços e ofertas e pronto! Direto para produção.

Saí questionando este formato, que tem viabilidade operacional e tecnológica, mas o problema inicial persiste: em algum momento o cliente vai precisar de suporte. Saídas tradicionais seriam caras para o modelo.

Comecei a ver a “matrix” quando fiz a primeira pergunta que iniciou a formatação da proposta: “e se todos pudessem ser publicitários?”. (-; A maioria dos publicitários a quem fiz a pergunta vaticinaram: “seria um inferno!” ;-)

Imaginei um jovem classe CD com All Star, iPhone andando no meio de uma comunidade de subúrbio: Cidade de Deus, Jardim Sônia, Vila Pinto em Curitiba... Alí temos comércios pequenos, informais. Eles não comunicam. Perto dali ruas de comércio popular como Largo 13, Saara... tampouco!

O meu “mano-publicitário” de all star é da comunidade, conhece os comércios da região e tem acesso a internet, eventualmente em alguma LAN HOUSE ou no trabalho. Está familiarizado com as ferramenta online e tem pelo menos uma conta no Orkut.

Este é o “executivo de atendimento” ou “de contas” que vai sustentar a prospecção de cliente e atendimento primário. Vamos dar ferramentas, vamos treiná-lo, apresentar fornecedores, para que este jovem dentro de sua comunidade faça a dinâmica do negócio acontecer.

Tudo isso através de uma rede social que dará relevância e fomentará esta energização.


É irresistível: é ter o insight e já dar um nome. Uma rápida pesquisa na internet e lá um registro até então livre: VAREJO.ORG. Batismo feito e o diagrama de negócio começou a ser rabiscado:

Aplicando a metodologia POST dos pesquisadores da Forrester Researcher para estratégias de Social Commerce:

Primeiro o P de Pessoas: nosso “Orkut do Varejo” será focado em jovens classe CD, antenados e com desejo de evolução pessoal; empresas comerciais de médio e pequeno porte e fornecedores/marcas para este público. O ambiente gerará a massa crítica de oportunidades e recursos para negócios entre estes 3 públicos.

Depois o Objetivo: integrar o comércio popular na publicidade e gerar produção de material de comunicação de varejo.

Aí a Estratégia (-; em inglês Strategy, em espanhol Estrategia...;-): Geração de conteúdo e ferramentas para aplicação deste conteúdo às necessidades dos clientes. Treinamento e formação em técnicas de varejo e comunicação ajudarão a tangibilizar este conteúdo gerando mais demanda.

A Tecnologia, existe! É o menos importante.

Gerando receita para o VAREJO.ORG, tem-se a venda de conteúdos (os mais sofisticados, pois os simples têm que ser GRÁTIS), registro do pool de fornecedores gráficos e publicidade de marcas e produtos que queiram fazer trade marketing neste segmento.

E não menos importante, pois este segmento popular precisa, uma ferramenta de pagamento que funcione como opção de clearance na relação comercial entre clientes, pessoas e fornecedores. A idéia de um private label “Cartão VAREJO.ORG” parceria com alguma grande instituição financeira popular não parece ruim.

As ferramentas de comunicação de VAREJO estarão disponíveis a um segmento excluído hoje, gerando renda e dinâmica social.



domingo, 14 de junho de 2009

Petrobras Fatos e Dados: Case com criação de caso.

O Blog da Petrobras - Fatos e Dados é, sem dúvida alguma, o primeiro caso de repercussão e real importância nas redes sociais no Brasil e que coloca, enfim, essa discussão no foco devido. Com ele temos a chance de analisar essa tendência das “mídias sociais” sem passar por arapucas sedutoras como celebridades auto-indulgentes e marketing pessoal. Dirigimos as discussões a PESSOAS e INFORMAÇÃO.

Com mais de 300.000 acessos em pouco mais de 10 dias no ar, dois mil seguidores no perfil @blogpetrobras no Twitter, e muito, mas muito mais, em repercussão na mídia e blogosfera. A iniciativa foi condenada em princípio pela grande mídia pois “feria” a relação de confidencialidade entre fonte e veículo, 'furando' os jornalões e seus jornalistas.

Os responsáveis pela comunicação da estatal marcaram posição sobre pilares claros de transparência e acesso a informações de interesse público. E mais, pela primeira vez tiraram dos grupos de comunicação a primazia do controle do que era veiculado, criando a relação direta fonte-opinião pública. Sucesso! Enquanto os jornalistas tradicionais esperneavam, você, eu, a opinião pública... aplaudia. Nem mesmo a quase patética comemoração de que houve um “recuo dos aloprados” que reduziu a grita para uma questão meramente cronológica, de quando sairiam os post do blog, diminuiu o caráter revolucionário do caso.

Revolucionário sim, pois o oligopólio da informação teve que jogar contra ele mesmo e divulgou o blog mais do que ele mesmo e não teve punch para nocauteá-lo. E a sua força foi reconhecida até mesmo em nossa Pretória Candanga*. E sejamos sinceros: quando uma iniciativa é criticada pelos que fazem política(gem) nesse país posso supor que algum bem causou.

Tomando ou não partido, é indiscutível que a maior empresa brasileira usou a dobradinha de ferramentas Blog/Twitter de maneira inteligente, inesperada e eficaz para falar diretamente com seu público. A Petrobras entrou na rede com um foco claro no público que queria atingir: a própria mídia tradicional (abaixo a demagogia! o alvo era esse!). O que é perfeito e justo dentro da estratégia de proteger a fonte e a informação em tempos de CPI. Golaço da Comunicação Institucional da Petrobrss no campo das redes sociais.

Além do aspecto pedagógico que destacou o Luis Nassif em seu blog para o ponto de vista do jornalismo, chego a considerar que a Petrobras acertou em algo mais: deu sua importante contribuição na preparação de nossa varonil opinião pública para adentrar nessa onda de rede, mídia ou tendência social. Goste os tradicionalistas ou não.

Por isso caso você ou sua empresa queira entrar neste jogo, esteja preparado. Com uma boa estratégia você pode ao final ter a sensação de que valeu o investimento. Os executivos e acionistas da Petrobras estão sentindo-se assim.

Em tempo: aqui o Twitter do Presidente da Petrobras @jsgabrielli.

*posso estar cometendo uma injusta comparação mas os tempos de Copa das Confederações me inspiraram nesse paralelo. Prometo até 2010 estar afiado em geopolítica da África do Sul!


# Atualização às 21:13 # Chequei o perfil @jsgabrielli e o mesmo é seguido pelo @blogpetrobras e por alguns veículos como @cartacapital, sendo assim considero o mesmo verdadeiro. Não imagino o blog seguindo perfil fake do presidente!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Inovação e Empreendedorismo - na velocidade da F1 e no ritmo Punk.

Este fim de semana, como sempre, acompanhanhei a prova do campeonato mundial de Fórmula 1.  Para esta modalidade, que uns dizem que é esportiva outros apenas comercial, este ano de 2009 é um ano bem diferente dos anteriores. Sinal dos tempos: a equipe líder do campeonato a Brawn GP estreiou esta temporada e já conta com 5 vitórias em 6 GPs. Líder e více-líder do campeonato de pilotos. Coincidência ou não a agilidade e a inovação são as armas para mudar qualquer tipo de jogo.

Mas este não é um blog de esportes, então aos negócios.

A F1 é o gancho para falar do primeiro empresário que decidiu patrocinar este projeto do Ross Brawn ao pegar a "massa falida" da Honda: o britânico Richard Branson do Virgin Group. O grupo que hoje atua em vários segmentos - de saúde a tecnologias verdes;  de companhia aérea a finanças - iniciou no varejo em 1970. Sim, varejo por correspondência! De discos, as antigas "bolachas".  No mesmo ano abre a lendária loja na Oxford Street em Londres e em 1977 assina o contrato com os Sex Pistols, fazendo então da Virgin um dos ícones de uma era. 

Branson não se limitou à jóia da coroa (negócio de discos, que por sinal hoje é coroa no péssimo sentido de "velho" em tempos de internet e mp3). Foi o primeiro das majors a diversificar e não precisar vender. Lá se vão mais de 200 empresas em mais de 30 países. Mas sempre com a mesma visão: inovação e empreendedorismo. Apostou no movimento punk, que mais que "rebeldia" e molecada de cabelo estranho, transformou em moda e muito dinheiro a cena da classe operária britânica do final dos 70.

E como no ritmo musical do movimento, segue nos mesmos poucos acordes - inovando e empreendendo - com apostas e estimulos às novas formas de se comunicar e fazer negócios: sustentabilidade, comunidades e redes sociais, internet, responsabilidade social e lazer permeiam todas as ações públicas do empresário.

Uma das suas iniciativas me chamou muita atenção e serve aos empreendedores iniciantes - como eu. A Pitch TV. O projeto lançado no blog e amplificado pelo twitter @richardbranson de maneira elegante e sem exageros - nada pedante - faz o seguinte: permite àqueles que tenham uma idéia inovadora e original de negócio postar um vídeo de 2 minutos (preferencialmente em inglês) apresentando a idéia.

As melhores propostas (pitches) votadas pelo público no blog serão exibidas no canal PitchTV da classe executiva da Virgin Atlantic a companhia aérea do grupo. Milhares de empreendedores terão a chance de mostrar suas idéias a centenas de profissionais de negócios e empresários que podem fazer estas idéias sairem do papel caso sejam pertinentes e façam os olhos de investidores brilharem.

Estratégia sensacional de posicionamento da marca Virgin Atlantic nos seus 25 anos e de seu líder: envolve, incentiva, premia, energiza e gera negócios para o público alvo (empreendedores: os que já fizeram e os que querem fazer). A ação cumpre todas as etapas de uma boa campanha que se propõe a utilizar ferramentas sociais. O próprio Sir Richard Branson vai escolher uma das idéias como a sua preferida para um prêmio especial. Genial! Assim como várias idéias que ali estarão também são.

Quem não conhece a figura e vê o magnata em um terraço de Mônaco, vendo a equipe que leva sua marca na carenagem ganhar de ponta-a-ponta o GP mais tradicional da temporada, não imagina que por trás da pose relaxada - sem o arquétipo de bon vivant - há um empresário em que vale a pena prestar muita atenção. E o mais impressionante: é fácil, acessível e próximo - via blog ou twitter - de qualquer um de nós. 

A ILIMITAT presta muita atenção e se inspira em exemplos como este e estará sempre em movimento para aumentar seu repertório de tendências para aplicar a seus projetos.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Social Commerce: A ferramenta é o que menos importa.

Muito se tem falado à respeito do Twitter. Seguem abaixo algumas manchetes (essa palavra já ficou 'demodê'?) com as quais me deparei estes últimos dias:
- Twitter cresce 456% no Brasil, mas ainda é micro perto do Orkut - FolhaOnline
- From Google economy to Twitter economy - Matter/Anti-Matter Blog
- The 100 most mentioned brands on Twitter - Brandrepublic
- Agência se especializa em usar o Twitter - Gazeta Mercantil
Confesso: muitas dessas informações chegaram até mim através do próprio. Uma parte da estratégia de comunicação da ILIMITAT passa pelo Twitter. Tenho perfil pessoal e profissional na ferramenta de microblog e tenho aprendido a usá-la todos os dias. Sigo (muito) e sou seguido (pouco).

Este é um post-oportunidade já que ontem o Twitter teve a primeira 'baixa' mais sentida e noticiada por aqui: ficou fora do ar para uma manutenção não programada. Vou aproveitar essa circunstância para colocar um pouco minha visão sobre a ferramenta mas principalmente sobre Social Commerce, um dos três conceitos sobre o qual está apoiada a atuação estratégica da ILIMITAT:


O Twitter é uma ferramenta de comunicação em rede social através de 140 caracteres e que funciona em tempo real (no link que fala de Twitter economy acima há um contraponto bem interessante sobre isto, o caráter real time da ferramenta). Ainda estamos, pessoas e empresas, aprendendo a utilizá-la e descobrindo para o quê a mesma serve.

Este é o ponto! Não podemos esquecer que é apenas uma ferramenta e se ela funciona ou não depende do que se quer dela! Com o tempo e experiência teremos cada vez mais exemplos de como utilizá-la: bem ou não. E mais: VAI surgir uma nova ferramenta ou tecnologia que tornará  obsoleto o tal passarinho.

Agora, o Social Commerce é mais do que uma ferramenta. Por trás deste termo em inglês - que, na minha opinião, rotula da forma mais inteligente essa tendência de relação das marcas com seu cliente através destas redes sociais - há um conceito mais amplo e atemporal. Conceito este que, impelido pela potencialização que as ferramentas de internet deram para o "boca-a-boca", volta a ser considerado pelas marcas, seus departamentos de marketing e agências de publicidade.

Porque digo volta?

Exercitemos: caso um restaurante recém inaugurado em uma cidade do interior ofertasse como prêmio no bingo da igreja local um jantar para o ganhador e sua família, isso também seria Social Commerce? 

Na minha opinião sim. Claro que em uma abordagem mais ampla e livre. 

Uma das metodologias que analistas da Forrester Research propõem, hierarquiza questões que empresas que querem entrar nesta tendência devem considerar: quem atingir; qual o objetivo; que estratégia aplicar; e, por último, a tecnologia/ferramenta que vai ser usada.

Voltando ao exemplo do restaurante:

- P: Quem quer atingir? R: A comunidade que frequenta a igreja.
- P: Qual o objetivo? R: Ter o serviço conhecido por uma tradicional família praticante;
- P: Qual a estratégia? R: Amostra grátis para gerar o "boca-a-boca";
- P: Qual a ferramenta? R: O d**** do bingo! (perdoem-me pela blasfêmia)

A ferramenta, ou a tecnologia, é o menos importante. A estratégia funcionaria mesmo se ele entregasse folhetos na saida da mesma quermesse. Mas nesse caso o custo de imprimir e entregar vários folhetos com "venha e concorra a um jantar grátis" poderia fazer o ROI não ser  interessante. A do prêmio a apenas 1 família pode demorar mais a dar resultado mas, de qualquer forma, o memso público foi atingido pelo megafone que além de 'cantar as pedras' anunciava o prêmio. E mais: ajudou a igreja a levantar recursos para a obra comunitária, sem sujar a praça com os folhetos com a marca do restaurante atirados ao chão. Fez mídia e promoveu a marca de forma simpática e envolvendo o seu público. Entendo isto como Social Commerce.

Em breve, posto o planejamento que fizemos na ILIMITAT para definir o porque de usar a dupla Blog/Twitter para comunicar ao mercado no que acreditamos e quais nossos serviços. Não foi por acaso.

O Social Commerce é uma das soluções que integram a visão estratégica da ILIMITAT. Nossa missão é incluir este conceito nas estratégias comerciais de nossos clientes. Sempre com metodologias claras e com dados analíticos que validem sua aplicação, juntamente com a definição de objetivos de retorno sobre o investimento.

Em tempo: Para não dizer que não estimulo o uso do Twitter, até porque quero que sigam o @ilimitat , vejam: uma notícia do diário local The Californian com casos interessantes de Social Media em pequenos negócios nos E.U.A.  e um post do blog da HSM com um testemunho e 1 dezena+1 de sensatas expectativas que se deve ter em relação à ferramenta:
- Social media find niches among local business - The Californian by Chris Bagley
- Twitter: 4 estágios, 11 usos para negócios - HSM Blog por Adriana Salles Gomes

Atualização em 25/05
no Twitter da @ilimitat (acompanhe na barra lateral e siga) dois movimentos que trazem a ferramenta mais perto de ser uma plataforma completa de comunicação e de marketing para Social Commerce.

- Ferramenta para transferência de arquivo via Twitter
- Ferramenta para fazer backup do twitter

Os links estão na página do Twitter @ilimitat.