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sexta-feira, 9 de abril de 2010

Depois do Social Commerce, o Social Business.

Pois bem, Feliz Ano Novo! Faz tanto tempo que não posto aqui no blog que os votos são pertinentes. Mas ontem uma novidade totalmente relacionada com o conceito deste blog suscitou essas linhas a seguir.

A ILIMITAT é usuária e recomenda o Salesforce, solução de CRM que lançou o conceito de Cloud Computing há uma década atrás. Também acreditamos nas ferramentas de tecnologia que suportam as estrutura de redes sociais como forma de comunicação efetiva e customer service no que sintetizamos no conceito de Social Commerce (termo que li primeiro no Groundswell de Josh Bernoff and Charlene Li).

Pois ontem Marc Benioff, CEO e Chairman da Salesforce.com, em um evento em NY - acompanhado por este que vos escreve via internet ao vivo - lançou uma plataforma que juntou esses dois mundos: O Chatter - Colaboration Cloud.

Para posicionar o lançamento, Benioff sentenciou que a #Cloud1, na qual o Google, Amazon e o próprio Salesforce estavam inseridos, agora é suplantada pela pelo conceito da #Cloud2. Nesta nova nuvem (como todas, passageira) os conceitos que prevalecem é o de rede social, colaboração e tempo real. Os benchmarkings de Benioff e da Salesforce para o Chatter são: Facebook, Youtube e Twitter.

Segundo informou o cristão, através do Chatter ele consegue do seu iPhone controlar sua empresa de um bilhão de dólares em tempo real. Exagero? Sim. Incorreto? Não.

O interessante do Chatter é que, diferente de coisas como Google Wave e Google Chrome, por ser diretamente aplicado na condução do negócio (Sales, Marketing, Customer Services, Project Management) ele torna os conceitos efetivos e práticos. Se faltou foco e relevância às duas ferramentas da Google que não pegaram, não faltou propósito para o Chatter da Salesforce. E isso faz toda a diferença pois é tudo a mesma coisa: ferramentas que ajudam a conexão de redes sociais com propósitos específicos.

Os potenciais de desenvolvimento da plataforma #Cloud2 da Salesforce e as funcionalidades do Chatter, permitirão integração em tempo real de áreas e competências das empresas que podem gerar ganhos de produtividade. E mais, já nasce mobile e com integração com os clientes via Twitter e Facebook o que leva o Customer Service a outro patamar de controle e efetividade.

Durante a apresentação, a certa altura tuitei o seguinte:


Visualizei ganhos operacionais nos processos conhecidos de agências de publicidade no Brasil, com reduções de custo nos seguintes vetores:

  • Infra-estrutura: obsolescência de sistemas legados de gestão de jobs como AD System,
  • Head-count: supressão do famigerado "tráfego"entre atendimento e criação
  • Atendimento e Customer Service: possibilidade de integração do cliente na rede social que o atende na agência.
Além disso, integrará mais facilmente a área de Criação e Produção na resolução dos problemas de Customer Service das agências pois a plataforma é permeável e transparente.

Minutos depois, na fase de depoimentos de clientes Salesforce que estavam integrados na fase beta do Chatter há seis semanas, o primeiro a falar foi o Gerente de Operações da Saatchi&Saatchi NY e vaticinou que o Chatter "creates organizational conscience" na agência. Bingo! Eu que sou engenheiro e já trabalhei em agência de publicidade nunca entendi certos paradigmas da gestão operacional deste tipo de empresa. A plataforma Salesforce-Chatter pode ser um bom motivo para catalisar mudanças.

Não será grátis, esse não é o modelo de negócio ao Benioff, mas que bom que o modelo de Social Business chegou e as tendências começam a se depurar com um foco na efetiva aplicação dos conceitos em prol de uma maior produtividade.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O Brasil-sil-sil no 2009 Google Zeitgeist

O Google ontem, terça-feira, primeiro dia do mês de Dezembro do ano do senhor de dois mil e nove, divulgou o Zeitgeist 2009. Esta germana palavra resume, segundo a Wikipedia em português, o estado ou o que foi mais importante cultural ou intelectualmente no período. E nada mais 'emblemático' em nosso tempo que fazer esta análise em cima dos termos mais buscados no algoritmo de busca mais popular do mundo.

Mais 'emblemático' ainda do nosso tempo é eu ter tido contato com o material antes pelo Twitter do @moreno, antes mesmo do próprio twitter oficial do @google. E sigo ambos.

Ao ler o material fixei-me em aspectos diretamente ligados ao nosso país e o que o 2009 Google Zeitgeist diz que aconteceu em nosso país e tendências que podemos inferir a partir dele em uma análise muito pessoal que chamarei de "Movimentos"

Primeiramente vamos analisar o que, dentro da visão global, nos diz respeito diretamente. Sim, dentre os termos mais buscados globalmente temos três termos brazucas listados em duas categorias diferentes:

Fastest Rising / Emergentes (Global):
10. torpedo grátis

Fastest Rising / Emergentes - Food & Drink / Alimentos e Bebidas (Global):
1. acai berry
8. habibs delivery

Movimento Global: Açaí, fruta típica da Amazônia, com produção ainda muito artesanal nos Estados do Amazonas e Pará, foi o item de Alimentos e Bebidas que teve o crescimento de buscas mais rápido em todo globo. Pena, muita pena que não foi por mérito nosso. Foi uma empresa norte-americana, no sentido mais puro do palavra - de empreendedorismo - pois eram dois irmãos que provaram no Rio e decidiram bancar o desafio. A história da Sambazon você vê aqui em matéria do Mundo S/A da Globonews. Esse caso demonstra que quando se fala em preservar nossa riqueza natural e encontrar modelos agro-florestais sustentáveis de exploração não é uma quimera. É economicamente, mais do que viável. É lucrativo. Enquanto a pauta de nosso desenvolvimento não passar também por ai vamos continuar sendo pior do que os outros pois estaremos fazendo o mesmo. E com anos de atraso.

Movimento Local: Temos dois outros pontos listados nos top 10 do Zeitgeist do Google que coloco no mesmo balaio: Torpedo Grátis (uma empresa pontocom tupiniquim que disponibiliza envio de mensagem por SMS grátis através da internet para as principais operadoras) e Habib's Delivery (a maior rede de fast food brasileira, criada por empresários de origem portuguesa que vende comida árabe a módicos preços). Mesmo balaio? Sim: Ambos negócios são retrato do fenônemo da nova classe média brasileira! Quem até pouco tempo atrás estava à margem da sociedade de consumo, hoje tem celular na mão e se comunica por SMS (87,6 celulares para cada 100 brasileiros, dados divulgados pela Anatel em Novembro); está cada vez mais acessando a internet para buscar serviços, e de preferência grátis; e está disposto a gastar em supérfluos ( desde que o preço seja acessível) vide comida delivery, até pouco tempo coisa impensável.

Cravando, sem medo, algumas linhas-mestres de estratégia: para fora, para o mercado externo, busque se diferenciar com produtos e soluções tipicamente brasileiras, novas e criativas com foco na sustentabilidade e orgânico. Para o mercado interno acesse este novo mercado - o da classe C,D, E - que fez com que passássemos sobejamente bem pela maior crise desde os 30. Muita gente está vendo isso. Pena que não somos nós.


segunda-feira, 22 de junho de 2009

Depois das redes, um MBA social.

Através do mailing dos egressos do CEFET-PR - preciso de esforço, até por uma teimosia saudosa, para escrever o novo nome UTFPR - tomei conhecimento sobre a oferta de bolsas integrais de estudo pela ESMT European School of Management and Technology em Berlim/Alemanha para a oferta de curso em 2010.

De início chamou-me a atenção os perfis que eles querem atingir nesta oferta:

- Duas bolsas para proponentes femininas (a serem definidas agora dia 30/Jun uam bolsa e outra dia 30/Set);
- Uma bolsa para proponentes da região BRIC - Brasil, Russia, India e China - com perfil industrial, preferencialmente engenharia (a ser definida em Outubro próximo).

Não pensem que meu interesse foi motivado por achar pitoresca a oferta de bolsa para essas "minorias". Pelo contrário! Encaixar-me em uma delas moveu-me a pesquisar mais, embora o ímpeto de viajar e estudar fora precocemente vencido pelos desafios da ILIMITAT e de criar um filho que torça pelo Atlético Paranaense.

Em tempo: a minoria a qual me encaixo é a segunda, mais claro para quem leu os perfis de quem faz a empresa.


Sobre a ESMT encontrei uma matéria do The Independ agora de Junho que faz um perfil interessante da Escola. Clique aqui para ver a matéria em inglês.

É o primeiro MBA que vejo com uma proposta programática de formar "lideranças sociais". Totalmente aderente ao estilo germânico e mais ainda a uma cidade como Berlim onde o processo de reunificação de dois estilos de sociedade segue em curso. Poucos lugares são tão adequados para propostas como esta, traduzidas nas palavras do Professor Lars-Hendrick Röller, presidente da ESTM:
"É o tempo de se pensar em lideranças com responsabilidade social de longo prazo. Nós estamos muito interessados em impacto social. Acreditamos que os líderes modernos têm que estar versados em como suas decisões impactam a sociedad, não apenas suas companhias e suas vidas".
O foco de negócio através dos ativos sociais é uma tendência muito forte neste momento. Adequado e estimulante receber esta informação quando a ILIMITAT está para apresentar amanhã no START-UP LAB do The Hub São Paulo com a Artemisia seu primeiro modelo de negócio social: o VAREJO.ORG. Conto mais depois da apresentação.

Para quem se interessou em pleitear uma bolsa integral no MBA Social da ESTM (equivalente a mais ou menos 50 mil euros) seguem os contatos da responsável pelo processo de admissão da Escola (contato em inglês).
Head of Admissions Office MBA Programs
ESMT European School of Management and Technology GmbH Schlossplatz 1
10178 Berlin / Germany

Mais informações em: www.esmt.org
Não se assustem, as aulas são 100% na língua de Shakspeare. Eu me assustei com a idéia de ter que aprender a língua de Goethe!

E voltando ao início e fonte deste post, preciso ir pela primeira vez depois de quase 10 anos de formado a um jantar dos ex-alunos do CEFET-PR. O tempo, a idade e os erros do goleiro do Atlético seguem implacáveis.

domingo, 14 de junho de 2009

Petrobras Fatos e Dados: Case com criação de caso.

O Blog da Petrobras - Fatos e Dados é, sem dúvida alguma, o primeiro caso de repercussão e real importância nas redes sociais no Brasil e que coloca, enfim, essa discussão no foco devido. Com ele temos a chance de analisar essa tendência das “mídias sociais” sem passar por arapucas sedutoras como celebridades auto-indulgentes e marketing pessoal. Dirigimos as discussões a PESSOAS e INFORMAÇÃO.

Com mais de 300.000 acessos em pouco mais de 10 dias no ar, dois mil seguidores no perfil @blogpetrobras no Twitter, e muito, mas muito mais, em repercussão na mídia e blogosfera. A iniciativa foi condenada em princípio pela grande mídia pois “feria” a relação de confidencialidade entre fonte e veículo, 'furando' os jornalões e seus jornalistas.

Os responsáveis pela comunicação da estatal marcaram posição sobre pilares claros de transparência e acesso a informações de interesse público. E mais, pela primeira vez tiraram dos grupos de comunicação a primazia do controle do que era veiculado, criando a relação direta fonte-opinião pública. Sucesso! Enquanto os jornalistas tradicionais esperneavam, você, eu, a opinião pública... aplaudia. Nem mesmo a quase patética comemoração de que houve um “recuo dos aloprados” que reduziu a grita para uma questão meramente cronológica, de quando sairiam os post do blog, diminuiu o caráter revolucionário do caso.

Revolucionário sim, pois o oligopólio da informação teve que jogar contra ele mesmo e divulgou o blog mais do que ele mesmo e não teve punch para nocauteá-lo. E a sua força foi reconhecida até mesmo em nossa Pretória Candanga*. E sejamos sinceros: quando uma iniciativa é criticada pelos que fazem política(gem) nesse país posso supor que algum bem causou.

Tomando ou não partido, é indiscutível que a maior empresa brasileira usou a dobradinha de ferramentas Blog/Twitter de maneira inteligente, inesperada e eficaz para falar diretamente com seu público. A Petrobras entrou na rede com um foco claro no público que queria atingir: a própria mídia tradicional (abaixo a demagogia! o alvo era esse!). O que é perfeito e justo dentro da estratégia de proteger a fonte e a informação em tempos de CPI. Golaço da Comunicação Institucional da Petrobrss no campo das redes sociais.

Além do aspecto pedagógico que destacou o Luis Nassif em seu blog para o ponto de vista do jornalismo, chego a considerar que a Petrobras acertou em algo mais: deu sua importante contribuição na preparação de nossa varonil opinião pública para adentrar nessa onda de rede, mídia ou tendência social. Goste os tradicionalistas ou não.

Por isso caso você ou sua empresa queira entrar neste jogo, esteja preparado. Com uma boa estratégia você pode ao final ter a sensação de que valeu o investimento. Os executivos e acionistas da Petrobras estão sentindo-se assim.

Em tempo: aqui o Twitter do Presidente da Petrobras @jsgabrielli.

*posso estar cometendo uma injusta comparação mas os tempos de Copa das Confederações me inspiraram nesse paralelo. Prometo até 2010 estar afiado em geopolítica da África do Sul!


# Atualização às 21:13 # Chequei o perfil @jsgabrielli e o mesmo é seguido pelo @blogpetrobras e por alguns veículos como @cartacapital, sendo assim considero o mesmo verdadeiro. Não imagino o blog seguindo perfil fake do presidente!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Inovação e Empreendedorismo - na velocidade da F1 e no ritmo Punk.

Este fim de semana, como sempre, acompanhanhei a prova do campeonato mundial de Fórmula 1.  Para esta modalidade, que uns dizem que é esportiva outros apenas comercial, este ano de 2009 é um ano bem diferente dos anteriores. Sinal dos tempos: a equipe líder do campeonato a Brawn GP estreiou esta temporada e já conta com 5 vitórias em 6 GPs. Líder e více-líder do campeonato de pilotos. Coincidência ou não a agilidade e a inovação são as armas para mudar qualquer tipo de jogo.

Mas este não é um blog de esportes, então aos negócios.

A F1 é o gancho para falar do primeiro empresário que decidiu patrocinar este projeto do Ross Brawn ao pegar a "massa falida" da Honda: o britânico Richard Branson do Virgin Group. O grupo que hoje atua em vários segmentos - de saúde a tecnologias verdes;  de companhia aérea a finanças - iniciou no varejo em 1970. Sim, varejo por correspondência! De discos, as antigas "bolachas".  No mesmo ano abre a lendária loja na Oxford Street em Londres e em 1977 assina o contrato com os Sex Pistols, fazendo então da Virgin um dos ícones de uma era. 

Branson não se limitou à jóia da coroa (negócio de discos, que por sinal hoje é coroa no péssimo sentido de "velho" em tempos de internet e mp3). Foi o primeiro das majors a diversificar e não precisar vender. Lá se vão mais de 200 empresas em mais de 30 países. Mas sempre com a mesma visão: inovação e empreendedorismo. Apostou no movimento punk, que mais que "rebeldia" e molecada de cabelo estranho, transformou em moda e muito dinheiro a cena da classe operária britânica do final dos 70.

E como no ritmo musical do movimento, segue nos mesmos poucos acordes - inovando e empreendendo - com apostas e estimulos às novas formas de se comunicar e fazer negócios: sustentabilidade, comunidades e redes sociais, internet, responsabilidade social e lazer permeiam todas as ações públicas do empresário.

Uma das suas iniciativas me chamou muita atenção e serve aos empreendedores iniciantes - como eu. A Pitch TV. O projeto lançado no blog e amplificado pelo twitter @richardbranson de maneira elegante e sem exageros - nada pedante - faz o seguinte: permite àqueles que tenham uma idéia inovadora e original de negócio postar um vídeo de 2 minutos (preferencialmente em inglês) apresentando a idéia.

As melhores propostas (pitches) votadas pelo público no blog serão exibidas no canal PitchTV da classe executiva da Virgin Atlantic a companhia aérea do grupo. Milhares de empreendedores terão a chance de mostrar suas idéias a centenas de profissionais de negócios e empresários que podem fazer estas idéias sairem do papel caso sejam pertinentes e façam os olhos de investidores brilharem.

Estratégia sensacional de posicionamento da marca Virgin Atlantic nos seus 25 anos e de seu líder: envolve, incentiva, premia, energiza e gera negócios para o público alvo (empreendedores: os que já fizeram e os que querem fazer). A ação cumpre todas as etapas de uma boa campanha que se propõe a utilizar ferramentas sociais. O próprio Sir Richard Branson vai escolher uma das idéias como a sua preferida para um prêmio especial. Genial! Assim como várias idéias que ali estarão também são.

Quem não conhece a figura e vê o magnata em um terraço de Mônaco, vendo a equipe que leva sua marca na carenagem ganhar de ponta-a-ponta o GP mais tradicional da temporada, não imagina que por trás da pose relaxada - sem o arquétipo de bon vivant - há um empresário em que vale a pena prestar muita atenção. E o mais impressionante: é fácil, acessível e próximo - via blog ou twitter - de qualquer um de nós. 

A ILIMITAT presta muita atenção e se inspira em exemplos como este e estará sempre em movimento para aumentar seu repertório de tendências para aplicar a seus projetos.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Social Commerce: A ferramenta é o que menos importa.

Muito se tem falado à respeito do Twitter. Seguem abaixo algumas manchetes (essa palavra já ficou 'demodê'?) com as quais me deparei estes últimos dias:
- Twitter cresce 456% no Brasil, mas ainda é micro perto do Orkut - FolhaOnline
- From Google economy to Twitter economy - Matter/Anti-Matter Blog
- The 100 most mentioned brands on Twitter - Brandrepublic
- Agência se especializa em usar o Twitter - Gazeta Mercantil
Confesso: muitas dessas informações chegaram até mim através do próprio. Uma parte da estratégia de comunicação da ILIMITAT passa pelo Twitter. Tenho perfil pessoal e profissional na ferramenta de microblog e tenho aprendido a usá-la todos os dias. Sigo (muito) e sou seguido (pouco).

Este é um post-oportunidade já que ontem o Twitter teve a primeira 'baixa' mais sentida e noticiada por aqui: ficou fora do ar para uma manutenção não programada. Vou aproveitar essa circunstância para colocar um pouco minha visão sobre a ferramenta mas principalmente sobre Social Commerce, um dos três conceitos sobre o qual está apoiada a atuação estratégica da ILIMITAT:


O Twitter é uma ferramenta de comunicação em rede social através de 140 caracteres e que funciona em tempo real (no link que fala de Twitter economy acima há um contraponto bem interessante sobre isto, o caráter real time da ferramenta). Ainda estamos, pessoas e empresas, aprendendo a utilizá-la e descobrindo para o quê a mesma serve.

Este é o ponto! Não podemos esquecer que é apenas uma ferramenta e se ela funciona ou não depende do que se quer dela! Com o tempo e experiência teremos cada vez mais exemplos de como utilizá-la: bem ou não. E mais: VAI surgir uma nova ferramenta ou tecnologia que tornará  obsoleto o tal passarinho.

Agora, o Social Commerce é mais do que uma ferramenta. Por trás deste termo em inglês - que, na minha opinião, rotula da forma mais inteligente essa tendência de relação das marcas com seu cliente através destas redes sociais - há um conceito mais amplo e atemporal. Conceito este que, impelido pela potencialização que as ferramentas de internet deram para o "boca-a-boca", volta a ser considerado pelas marcas, seus departamentos de marketing e agências de publicidade.

Porque digo volta?

Exercitemos: caso um restaurante recém inaugurado em uma cidade do interior ofertasse como prêmio no bingo da igreja local um jantar para o ganhador e sua família, isso também seria Social Commerce? 

Na minha opinião sim. Claro que em uma abordagem mais ampla e livre. 

Uma das metodologias que analistas da Forrester Research propõem, hierarquiza questões que empresas que querem entrar nesta tendência devem considerar: quem atingir; qual o objetivo; que estratégia aplicar; e, por último, a tecnologia/ferramenta que vai ser usada.

Voltando ao exemplo do restaurante:

- P: Quem quer atingir? R: A comunidade que frequenta a igreja.
- P: Qual o objetivo? R: Ter o serviço conhecido por uma tradicional família praticante;
- P: Qual a estratégia? R: Amostra grátis para gerar o "boca-a-boca";
- P: Qual a ferramenta? R: O d**** do bingo! (perdoem-me pela blasfêmia)

A ferramenta, ou a tecnologia, é o menos importante. A estratégia funcionaria mesmo se ele entregasse folhetos na saida da mesma quermesse. Mas nesse caso o custo de imprimir e entregar vários folhetos com "venha e concorra a um jantar grátis" poderia fazer o ROI não ser  interessante. A do prêmio a apenas 1 família pode demorar mais a dar resultado mas, de qualquer forma, o memso público foi atingido pelo megafone que além de 'cantar as pedras' anunciava o prêmio. E mais: ajudou a igreja a levantar recursos para a obra comunitária, sem sujar a praça com os folhetos com a marca do restaurante atirados ao chão. Fez mídia e promoveu a marca de forma simpática e envolvendo o seu público. Entendo isto como Social Commerce.

Em breve, posto o planejamento que fizemos na ILIMITAT para definir o porque de usar a dupla Blog/Twitter para comunicar ao mercado no que acreditamos e quais nossos serviços. Não foi por acaso.

O Social Commerce é uma das soluções que integram a visão estratégica da ILIMITAT. Nossa missão é incluir este conceito nas estratégias comerciais de nossos clientes. Sempre com metodologias claras e com dados analíticos que validem sua aplicação, juntamente com a definição de objetivos de retorno sobre o investimento.

Em tempo: Para não dizer que não estimulo o uso do Twitter, até porque quero que sigam o @ilimitat , vejam: uma notícia do diário local The Californian com casos interessantes de Social Media em pequenos negócios nos E.U.A.  e um post do blog da HSM com um testemunho e 1 dezena+1 de sensatas expectativas que se deve ter em relação à ferramenta:
- Social media find niches among local business - The Californian by Chris Bagley
- Twitter: 4 estágios, 11 usos para negócios - HSM Blog por Adriana Salles Gomes

Atualização em 25/05
no Twitter da @ilimitat (acompanhe na barra lateral e siga) dois movimentos que trazem a ferramenta mais perto de ser uma plataforma completa de comunicação e de marketing para Social Commerce.

- Ferramenta para transferência de arquivo via Twitter
- Ferramenta para fazer backup do twitter

Os links estão na página do Twitter @ilimitat.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Marcas Próprias: o 'proprio' na verdade é do consumidor.

Li um feature content e uma notícia em sites dos E.U.A. que fazem refletir sobre o nível de evolução que as marcas próprias atingiram.

A primeira, conteúdo assinado por Tom Pirovano, Diretor da Industry Insight da Nielsenwire, publicado no site Brandweek, traz 10 dicas de como proteger sua marca do "ataque" das marcas próprias. A despeitio de algumas dicas altamente questionáveis - quase um vale tudo - faço a leitura pelo viés de que a guerra no ponto de venda realmente está preocupando as marcas tradicionais, um pouco lentas em função das circunstâncias de mercado e tateando para definirem como reagir.

Mas a velocidade desta reação pode não ser suficiente. Quando forem reagir contra o o direto, já vem o upper-cut! Pois neste mesmo mercado maduro, marcas próprias - as private-labels - já ganharam musculatura e estão abrindo os canais de distribuição para outras redes, até no exterior. Um belo exemplo é o caso da da Safeway Inc. e suas marcas de alimentos O Organics e Eating Right. Segundo o Wall Street Journal em sua edição do último dia 8, o quarto maior varejista de alimentos dos E.U.A passa a distribuir suas private labels em redes médias e regionais do mercado norte-americano que não tem recursos para desenvolver suas linhas de produtos orgânicos com marca própria. Assim como chegam a mercados como África do Sul, Colômbia, Taiwan e México.

Isso mostra que as marcas próprias já não são mais das redes e sim são do consumidor e vão atrás de seu público onde quer que estejam. As marcas próprias - como a O Organics da Safeway - já tinham um posicionameto diferenciado e investiam em qualidade e diferenciação no ponto de venda, não se limitando a ser um genérico de baixo custo. Pergunto-me se os estretegistas da Safeway Inc leram as 10 dicas e se qualquer semelhança com marcas como a Taeq não é mera coincidência. Nosso mercado não está tão longe desta realidade.

O consumidor está buscando as alternativas de melhor custo benefício na hora da decisão de compra em tempos de restrição nos orçamentos familiares. Resta saber como as marcas tradicionais vão se diferenciar. A tendência é que essas diferenças entre private labels e branded labels cada vez sejam menores e a agilidade que cada uma terá no ponto de venda e o que entrega para o cliente será determinante. Até agora as marcas próprias no mercado americano estão mais rápidas com taxa de crescimento 'chinesas' acima de 9,0% ao ano contra um crescimento 'europeu' das marcas nacionais (dos E.U.A.) abaixo dos 2,0%.

Todas estas informações, vêm de encontro aos conceitos que fizeram surgir a ILIMITAT Negócios sempre em movimento. Ser o poder de mercado dos nossos clientes e entregar as ferramentas e estratégias para lidar com estas tendências é nossa função.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Brasilplast 2009 - O movimento do plástico

Ocorre esta semana no Centro de Convenções do Anhembi em São Paulo a Brasilplast 2009. Estive ontem acompanhando o evento e trago aqui as impressões dos principais movimentos do setor.

A grandiosidade do evento - o quinto maior do mundo no setor e maior da América do Sul com 1.300 expositores de mais de 30 países e com expectativa de receber mais de 65mil pessoas de 60 países - contrasta com a impressão de que não há grandes novidades lançadas na feira. Ouvimos isso até de especialistas no setor.

Em um ambiente econômico de restrição de investimento, há uma movimentação geral na busca de projetos e soluções de máquinas que maximizem ou pelo menos viabilizem o ROI (retorno sobre investimento na sigla em inglês) no menor tempo e nível de investimento possíveis. Esta tendência é demonstrada pela predominância da presença de maquinário de origem asiática e nacional no segmento de injeção e que atendem a estes requisitos.

Esta tendência de linha de investimento será (ou ja é) vista no ponto-de-venda pois o mercado está buscando soluções de produção para produtos mais simples e baratos. "A era do mould-in label acabou. Teremos alguns anos de foco na produção de produtos mais simples e de ciclo de vida mais curto" ilustra Emanuel Martins, Diretor de Operações da ILIMITAT e responsável comercial da JONWAI Brasil. Os investimentos visam atender mercados calcados na classe CDE. Mercados mais maduros não são o foco em função da depressão atual.

Este movimento confirma um dos cenários que estimulou o conceito da ILIMITAT: a guerra no ponto de venda com produtos de marca própria, com estratégias de baixo preço, no-label e no-mídia. A guerrilha na ponta do varejo começa com uma guerrilha na briga pelo investimento em bens de capital com clara vantagem para máquinas com ótima relação custo-benefício.

Complementando as tendências de consumo, saltou-me aos olhos a pouca referência do setor do plástico em geral ao segmento de reciclados. Algumas iniciativas individuais como a da Braskem com seu Plástico Verde (produzido a partir de cana-de-açúcar - seu foco de comunicação institucional) e em nível institucional do setor com o Instituto PlastiVida (para promoção de ações tipo PPP para incentivo de programas de reciclagem) esbarram na eterna "desculpa" da dependência dos governos para serem mais efetivos. Esta pauta só retornará mais forte se houver aquecimento do mercado com aumento dos preços da matéria prima nova ou alguma viabilizando economicamente os reciclados ou política pública impositiva como a que foi estabalecida para disposição de pneus como iniciativa do Estado por pressão da sociedade civil.

Para produtos de nicho, apenas uma oportunidade interessante neste segmento de produtos com foco em sustentabilidade: a Jungbunzlauer, empresa de origem suiça que produz ingredientes biodegradáveis e de aplicação especial (médica, alimentar) para indústria de plástico. Buscam distribuidores no Brasil e América Latina.